Clara andava sozinha tropeçando em 'gentes',
'Gentes' de todas as cores, novas línguas,
sorrisos, em seu rosto maroto,
Clara fazia assim novos amigos,
Uma menina pequena,
sentou-se aos seus pés,
na praça do vilarejo,
e no meio de tantas montanhas caladas,
perguntou:
De onde você vem?
Clara explicou que vinha de muito longe,
para chegar na sua casa
era preciso atravessar um oceano,
de navio ou de avião,
A menina então ficou imaginando,
com olhinhos curiosos,
Clara continuou,
Venho de outro país,
chama-se França,
eu venho de Paris,
A pequena,
que de Paris nunca tinha ouvido falar
se inquietou,
E tem mar la moça?
Não, não tem mar...
E tem lago?
Não, não tem lago...
Ah... hum... e tem rio?
Sim, tem rio!
É! E você toma banho de rio então?
Ah... não, não tomo banho de rio,
o rio de Paris é muito sujo...
...
Que triste moça...
é, você tem razão...
que triste morar em Paris...
sábado, 25 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
rosa
de tantos apartamentos
perdidos em janelas
sobrevôo cidades
buzinas são flores
que chegam antes da madrugada
acendo a luz
encontro outras janelas
de luzes acesas,
ou apagadas
abafo o ar na minha boca
não sai nada
o grito é mudo
e engole por dentro
perdidos em janelas
sobrevôo cidades
buzinas são flores
que chegam antes da madrugada
acendo a luz
encontro outras janelas
de luzes acesas,
ou apagadas
abafo o ar na minha boca
não sai nada
o grito é mudo
e engole por dentro
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
noiva em alto mar
em terras brasilinas
verdes amarelas,
paulicéia desvairada,
horas no congestionamento
da cidade grande,
correndo correndo
de um canto ao outro,
eu que me sinto
cada vez mais
no meio,
entre aqui e la,
noiva em alto mar,
atlântico imenso azul
que me separa
entre dois amores
mon pays e paris
j'ai deux amours
e um grande amor
que me toma a alma
o corpo, olhos, mente
suspiro!
em são paulo
tenho saudade as vezes
daquilo que nem vivi
porque pertenceu a uma outra época
longe de mim...
em são paulo os asfaltos sao irregulares
os feirantes mais animados dos que os de paris
quem vai querer quem vai querer
olha o melão, o tomate, a moça bonita que passa,
em são paulo amigos, casa, familia
as vezes da até saudades da solidao de paris...
verdes amarelas,
paulicéia desvairada,
horas no congestionamento
da cidade grande,
correndo correndo
de um canto ao outro,
eu que me sinto
cada vez mais
no meio,
entre aqui e la,
noiva em alto mar,
atlântico imenso azul
que me separa
entre dois amores
mon pays e paris
j'ai deux amours
e um grande amor
que me toma a alma
o corpo, olhos, mente
suspiro!
em são paulo
tenho saudade as vezes
daquilo que nem vivi
porque pertenceu a uma outra época
longe de mim...
em são paulo os asfaltos sao irregulares
os feirantes mais animados dos que os de paris
quem vai querer quem vai querer
olha o melão, o tomate, a moça bonita que passa,
em são paulo amigos, casa, familia
as vezes da até saudades da solidao de paris...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
na alemanha do leste
ontem fomos fazer uma caminhada na floresta, com um lago, e choveu bastante no meio do caminho, mas fizemos uma boa colheita de cogumelos, tinha cogumelos de todos os tipos, impressionante... e depois, a noite, fizemos um torneio de ping pong!!!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
lagrimas latinas
fomos massacrados.
caindo no campo, um a um.
de azul, em listras, em céu anil, em esperança,
não restou nenhum dos nossos sonhos,
atravessamos um oceano de latinas lágrimas,
de volta para casa,
sensação de esperança roubada,
sensação de impotência,
impotência de uma beleza rara,
das pernas que dançam,
da raça dos que tem menos
da vontade dos que querem mais!
um, dois, três, quatro,
frieza e objetividade,
destruindo os chicos de diego,
caídos no palco verde de um sábado a tarde,
noite de terça,
mais um dia em que não se fez américa,
mais uma luta perdida,
de vitória alaranjada,
esbranquiçada, feia e sem graça,
ausência de milagres,
a gente só queria fingir
que quem vem do lado de la (de ca)
é mesmo mais feliz,
não é...
não é?
vamos vamos vamos!!!
hermanos! de azul! em coro!
vamos embora pra casa...
que a dança, a beleza, a esperança,
os ares de vitória, de uma grande mudança,
dessa gente latina, desse imenso sul azul...
hoje acabou-se... em gritos laranjas,
sem molejo, sem graça, sem samba
choremos então unidos,
nesse tango infinito,
brindamos em gritos, soluços
a nossa derrota latina!
caindo no campo, um a um.
de azul, em listras, em céu anil, em esperança,
não restou nenhum dos nossos sonhos,
atravessamos um oceano de latinas lágrimas,
de volta para casa,
sensação de esperança roubada,
sensação de impotência,
impotência de uma beleza rara,
das pernas que dançam,
da raça dos que tem menos
da vontade dos que querem mais!
um, dois, três, quatro,
frieza e objetividade,
destruindo os chicos de diego,
caídos no palco verde de um sábado a tarde,
noite de terça,
mais um dia em que não se fez américa,
mais uma luta perdida,
de vitória alaranjada,
esbranquiçada, feia e sem graça,
ausência de milagres,
a gente só queria fingir
que quem vem do lado de la (de ca)
é mesmo mais feliz,
não é...
não é?
vamos vamos vamos!!!
hermanos! de azul! em coro!
vamos embora pra casa...
que a dança, a beleza, a esperança,
os ares de vitória, de uma grande mudança,
dessa gente latina, desse imenso sul azul...
hoje acabou-se... em gritos laranjas,
sem molejo, sem graça, sem samba
choremos então unidos,
nesse tango infinito,
brindamos em gritos, soluços
a nossa derrota latina!
sábado, 3 de julho de 2010
em azul
mergulho em azul
inteiro corpo
afundado em ondas
silenciosas,
faz calor
daqui donde estou
a contemplar este azul...
inteiro corpo
afundado em ondas
silenciosas,
faz calor
daqui donde estou
a contemplar este azul...
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